O que é o SAT da Omnivias?
É um Sistema de Análise de Tráfego que usa visão computacional para converter vídeo em contagens, classes de veículos, eixos, velocidade, densidade, indicadores HCM, dashboards e relatórios.
O SAT converte vídeo em informações contínuas para operação, engenharia, regulação e planejamento — sem instalar sensores no pavimento. As câmeras que a rodovia já tem passam a produzir a mesma família de dados que se obteria com equipamento enterrado na pista, com a diferença de que cada número vem acompanhado da imagem que o originou.
É um Sistema de Análise de Tráfego que usa visão computacional para converter vídeo em contagens, classes de veículos, eixos, velocidade, densidade, indicadores HCM, dashboards e relatórios.
Cada projeto é calibrado conforme câmera, cenário, requisitos operacionais e critérios de validação.
| Indicador | O que é | Para que a operação usa |
|---|---|---|
| Volume | Contagem de veículos por período, faixa e sentido. | Dimensionamento da operação, relatórios contratuais e estudos de demanda. |
| Classificação | Categoria do veículo — passeio, comercial, motocicleta e demais classes definidas no projeto. | Composição do tráfego, projeção de desgaste do pavimento e análise tarifária. |
| Eixos | Contagem de eixos por veículo. | Classificação tarifária e estimativa de carga sobre o pavimento. |
| Velocidade | Velocidade dos veículos no trecho enquadrado pela câmera. | Leitura da condição operacional e identificação de trechos atípicos. |
| V85 | Velocidade abaixo da qual trafegam 85% dos veículos. | Referência de engenharia para avaliar sinalização, limites e geometria. |
| Densidade | Veículos por quilômetro por faixa. | Insumo direto da classificação de nível de serviço. |
| Taxa de fluxo | Veículos por hora equivalente, projetada a partir de intervalos curtos. | Avaliação de capacidade e identificação de gargalos. |
| Ocupação | Percentual de tempo em que a área monitorada está ocupada. | Detecção precoce de saturação, antes que a velocidade caia. |
| Headway | Intervalo de tempo entre veículos consecutivos. | Análise de segurança e de capacidade prática da faixa. |
| Parâmetros HCM | Indicadores no formato do Highway Capacity Manual. | Alimentam a classificação de nível de serviço. |
Volume isolado responde pouco. O valor aparece quando os indicadores são lidos em conjunto, no mesmo recorte de tempo e espaço.
Densidade e taxa de fluxo, combinadas, descrevem o estado do trecho de forma mais fiel que a velocidade média — dois trechos com a mesma velocidade média podem estar em condições opostas, um fluindo com folga e outro no limite da capacidade. Ocupação costuma sinalizar saturação antes que a velocidade caia. Headway conecta capacidade e segurança: intervalos curtos e recorrentes indicam um trecho operando com margem menor do que o volume sozinho sugeriria.
A V85 é a referência que engenharia e regulação usam há décadas para discutir sinalização e limites, porque descreve o comportamento real do condutor em vez da média. Quando essa leitura passa a ser contínua, e não amostral, vira série histórica — que é o que permite avaliar se uma intervenção funcionou.
A escolha depende do objetivo do projeto e dos requisitos de validação.
| Critério | Visão computacional (SAT) | Laço indutivo |
|---|---|---|
| Obra no pavimento | Não requer | Requer corte e selagem da pista |
| Interdição para instalar | Não | Sim |
| Reaproveita o CFTV existente | Sim, quando resolução e posicionamento atendem | Não se aplica |
| Volume e classificação | Sim | Sim |
| Velocidade e V85 | Sim | Sim, com laço duplo |
| Densidade e ocupação | Sim, no trecho visível pela câmera | Limitada ao ponto do sensor |
| Cobertura por ponto | Todo o trecho enquadrado | Seção pontual da faixa |
| Contexto visual do evento | Sim, com imagem associada | Não |
| Detecção de incidentes | Sim, com o DAI na mesma câmera | Não |
| Sensibilidade a chuva e neblina | Sim — exige calibração | Baixa |
| Manutenção | Remota, sem intervenção na pista | Nova interdição a cada intervenção |
| Ampliação do escopo | Novos indicadores na mesma câmera | Novo sensor e nova obra |
Em cenários com exigência metrológica específica, os dois métodos podem operar de forma complementar — o laço como referência pontual e o SAT como cobertura contínua do trecho.
Um modelo de visão computacional não é entregue pronto e deixado rodando. Modelos e critérios de validação evoluem conforme as condições reais de cada ponto: altura e ângulo da câmera, distância do trecho enquadrado, iluminação ao longo do dia, contraste, reflexos no pavimento molhado e estabilidade física do poste.
Condições severas reduzem a visibilidade e afetam qualquer sistema óptico. O que a calibração faz é tornar esse efeito previsível e declarado: a operação sabe em que condições aquele ponto opera dentro do critério acordado.
Nos projetos em produção, a acurácia da contagem opera acima de 95% frente à referência acordada em campo.
É um Sistema de Análise de Tráfego que usa visão computacional para converter vídeo em contagens, classes de veículos, eixos, velocidade, densidade, indicadores HCM, dashboards e relatórios.
Não necessariamente. O SAT pode aproveitar o CFTV existente e produzir dados sem instalar laços ou outros sensores na pista, conforme a qualidade da imagem e a validação do projeto.
A plataforma organiza dados por câmera, faixa, sentido, trecho e período, com relatórios operacionais, analíticos e regulatórios definidos conforme os requisitos do projeto.
Em muitos projetos, sim. A visão computacional produz contagem, classificação, velocidade e outros dados sem sensores no pavimento. Em cenários com exigência metrológica específica, os dois métodos podem operar de forma complementar.
Nos projetos em produção, a acurácia da contagem opera acima de 95% frente à referência acordada em campo. O critério de aceitação é definido por projeto, junto com a operação, antes da entrada em produção.
Não há número mínimo fixo. O escopo inicial é definido pelo objetivo da medição e pela qualidade das câmeras disponíveis no trecho de interesse.
Sim, com calibração específica. Condições severas reduzem a visibilidade e afetam qualquer sistema óptico, por isso modelos e regras são ajustados considerando iluminação, contraste e reflexos.
Sim. A mesma imagem pode alimentar a análise de tráfego do SAT e a detecção de incidentes do DAI, sem duplicar infraestrutura.