SAT para rodovias

Contagem e classificação de tráfego com as câmeras da rodovia

O SAT é o Sistema de Análise de Tráfego por câmera da Omnivias (o Sensor Automático de Tráfego, na nomenclatura da ARTESP e da ANTT). Ele converte o vídeo das câmeras em contagens por classe, eixos, velocidade, densidade e parâmetros HCM, de forma contínua, para operação, engenharia, regulação e planejamento, sem instalar sensores no pavimento.

Câmera rodoviária à noite com o painel de contagem do SAT
SAT: faixa 2, 15 min
Veículos412
Caminhões23%
Velocidade V8597 km/h
Densidade9 veíc/km/faixa
DAI: fila em formaçãoSentido sul, faixa 1. Velocidade em queda há 4 min.
Imagem ilustrativa, com dados de exemplo.

O que o SAT mede

Cada projeto é calibrado conforme câmera, cenário, requisitos operacionais e critérios de validação.

  • Volume de tráfego

    Contagem por câmera, faixa, sentido, trecho e período.

  • Classificação veicular

    Carros, caminhões, ônibus, motos e outras classes definidas no projeto: a contagem volumétrica classificatória.

  • Eixos e características

    Contagem de eixos e atributos dos veículos em cenários tecnicamente validados.

  • Velocidade e V85

    Velocidade pontual, média, percentis e indicadores para análise operacional.

  • Parâmetros HCM

    Taxa de fluxo, densidade, ocupação, headway e outros parâmetros de capacidade.

  • Mapas e históricos

    Mapas de calor, rankings, tendências e comparativos por trecho.

De que serve cada leitura

Volume isolado responde pouco. O valor aparece quando os indicadores são lidos juntos, no mesmo recorte de tempo e espaço.

Densidade e taxa de fluxo, combinadas, descrevem o estado do trecho melhor que a velocidade média: dois trechos com a mesma velocidade média podem estar em condições opostas. A ocupação costuma sinalizar saturação antes de a velocidade cair, e o headway liga capacidade e segurança.

A V85 é a referência que engenharia e regulação usam para discutir sinalização e limites, porque descreve o comportamento real do condutor. Quando essa leitura passa a ser contínua, vira série histórica, e é ela que mostra se uma intervenção funcionou.

SAT por câmera comparado ao laço indutivo
DimensãoLaço indutivoSAT Omnivias
InstalaçãoIntervenção no pavimentoAproveita o CFTV existente
InformaçãoDados de um ponto físicoContagem, trajetória, classe, velocidade e contexto visual
ManutençãoDesgaste e obra na pistaAtualização e calibração remotas
ValidaçãoConforme sensor e instalaçãoConforme câmera, cenário e requisito regulatório

Comparativo completo: SAT por câmera ou laço indutivo?

Em operação

Rota de Santa Maria: mais de 400 câmeras com SAT e DAI

Cobertura de todo o trecho concedido, dois anos de operação, SAT e DAI sobre a mesma infraestrutura de câmeras.

Ler o case

Do diagnóstico à produção

Um processo técnico, rastreável e orientado aos objetivos da rodovia.

  1. Objetivos

    Mapeamento dos objetivos, câmeras e trechos prioritários.

  2. Diagnóstico

    Imagem, posicionamento, iluminação e conectividade.

  3. Calibração

    Calibração geométrica e ajuste dos modelos.

  4. Validação

    Comparação em campo com a referência acordada.

  5. Produção

    Painéis, relatórios e integrações.

  6. Qualidade

    Monitoramento e recalibração quando o cenário muda.

Calibração contínua

Um modelo de visão computacional não é entregue pronto e deixado rodando. Modelos e critérios evoluem conforme as condições reais de cada ponto: altura e ângulo da câmera, distância do trecho, iluminação ao longo do dia, reflexos no pavimento molhado e estabilidade do poste.

A calibração torna o efeito das condições severas previsível e declarado: a operação sabe em que condições cada ponto opera dentro do critério acordado. Nos projetos em produção, a acurácia da contagem opera acima de 95% frente à referência de campo.

Antes do piloto: checklist para saber se a sua câmera serve.

Dados, relatórios e integração

  • Relatórios operacionais: a leitura do dia a dia do trecho.
  • Relatórios analíticos: séries históricas e comparativos entre períodos, trechos ou sentidos.
  • Relatórios regulatórios: recortes definidos pelo contrato ou pelo órgão regulador.
  • Memória de cálculo: cada indicador pode ser rastreado até a origem.
  • APIs e webhooks: os dados alimentam os sistemas da concessionária.

Comece por um piloto com as suas câmeras

Primeiro avaliamos as câmeras que a rodovia já tem; depois, uma prova de conceito com imagens do próprio trecho mostra o resultado medido. Conforme o porte do projeto, o diagnóstico e a prova de conceito podem ser sem custo, e a prova de conceito começa a rodar em até 10 dias após a assinatura do acordo.

  1. Diagnóstico

    Resolução, posição, cobertura, iluminação e rede das câmeras existentes, frente ao que a operação quer medir e detectar.

  2. Prova de conceito

    SAT e DAI rodando com imagens do próprio trecho, medidos com o critério de sucesso combinado.

  3. Produção

    Arquitetura local, em nuvem ou híbrida, integração ao CCO, regras, alertas e relatórios.

  4. Calibração contínua

    Regras e modelos ajustados por câmera com o histórico real de acionamentos.

Perguntas frequentes sobre o SAT

O que é o SAT da Omnivias?

SAT é o Sistema de Análise de Tráfego por câmera da Omnivias, o Sensor Automático de Tráfego na nomenclatura da ARTESP e da ANTT. Ele usa visão computacional para converter vídeo em contagens, classes de veículos, eixos, velocidade, densidade, indicadores HCM, painéis e relatórios.

O que é contagem volumétrica classificatória?

É a contagem de veículos separada por classe (carros, caminhões, ônibus, motos e outras classes definidas no projeto), por faixa, sentido e período. O SAT faz essa contagem de forma contínua com as câmeras da rodovia.

O SAT exige sensores no pavimento?

Não. O SAT aproveita o CFTV existente e produz dados sem instalar laços ou outros sensores na pista, conforme a qualidade da imagem e a validação do projeto.

O SAT substitui o laço indutivo?

Em muitos projetos, sim. A visão computacional produz contagem, classificação, velocidade e outros dados sem sensores no pavimento. Em cenários com exigência metrológica específica, os dois métodos podem operar de forma complementar.

Qual é a acurácia do SAT?

Nos projetos em produção, a acurácia da contagem opera acima de 95% frente à referência acordada em campo. O critério de aceitação é definido por projeto, com a operação, antes da entrada em produção.

Quais relatórios o SAT produz?

Dados por câmera, faixa, sentido, trecho e período, com relatórios operacionais, analíticos e regulatórios definidos conforme os requisitos do projeto, e memória de cálculo.

O SAT funciona à noite e com chuva?

Sim, com calibração específica. Condições severas reduzem a visibilidade de qualquer sistema óptico, por isso modelos e regras são ajustados considerando iluminação, contraste e reflexos.

O SAT e o DAI podem usar a mesma câmera?

Sim. A mesma imagem alimenta a análise de tráfego do SAT e a detecção de incidentes do DAI, sem duplicar infraestrutura.

Avalie o SAT na sua infraestrutura

Converse com a equipe Omnivias sobre câmeras, trechos, volume, classes, indicadores e requisitos regulatórios.

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