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CFTV-IVA: o que a ARTESP exige e como o DAI atende
CFTV-IVA é o sistema de monitoração por câmeras com análise inteligente de vídeo (IVA) que a ARTESP especifica para as rodovias concedidas de São Paulo. A especificação pede, no mínimo, detecção de veículo parado, obstrução de pista, pedestres e animais, incêndio e fumaça, e veículos na contramão, com alarme que identifica o local e traz a imagem. O DAI da Omnivias atende a essas funções.
O que é a especificação CFTV-IVA
A especificação técnica CFTV-IVA da ARTESP (vigência a partir de 16/02/2026) trata o CFTV das concessões como um sistema de monitoração com análise inteligente de vídeo. Em vez de depender de alguém olhando cada monitor, as imagens são analisadas continuamente e os eventos viram alarmes para o Centro de Controle Operacional (CCO).
A mesma especificação usa termos que aparecem nos editais e contratos: análise de 100% das imagens, 24 horas por dia; alarme com rodovia, km, sentido, data, hora e imagem; classificação do evento pela operação como verdadeiro (positivo), passivo ou falso; e integração com o CCO e o sistema de gestão de ocorrências.
As funções mínimas e como o DAI atende
| Função mínima | Como o DAI atende |
|---|---|
| Veículo parado | Veículo parado na faixa, no acostamento e na faixa de domínio, com tempo de confirmação definido pela operação. |
| Obstrução de pista | Objetos, detritos e bloqueio de faixa; zona de obras sinalizada por cones, que o alerta respeita. |
| Pedestres e animais | Pedestre na faixa e no acostamento, ciclista na faixa e animal na pista. |
| Incêndio e fumaça | Fogo e fumaça na pista e na faixa de domínio. |
| Veículos na contramão | Veículo trafegando no sentido contrário ao da faixa. |
Além das funções mínimas, o DAI detecta congestionamento, fila em praça de pedágio e ultrapassagem proibida por tipo de veículo, e aceita regras personalizadas por câmera.
O alarme que chega ao CCO
Cada alerta do DAI traz a imagem do evento, a câmera, a posição no trecho, o horário, o tipo e a prioridade. O operador assume o atendimento, registra notas e classifica o evento. A classificação fica guardada e alimenta o relatório de alarmes falsos por câmera, usado para calibrar cada ponto.
Análise contínua, mesmo sem a central
Os servidores de inferência ficam perto das câmeras e analisam o vídeo continuamente. Se a ligação com a central cair, cada servidor local segue analisando e guardando eventos, e os dados são consolidados quando a conexão volta.
Como comprovar no seu trecho
Atender à especificação no papel é o começo. O que vale é o desempenho nas câmeras da sua concessão, com a iluminação, o ângulo e o tráfego reais. Por isso a Omnivias propõe um piloto: diagnóstico das câmeras, prova de conceito com imagens do próprio trecho e medição com critério combinado.
Leia também: DAI, falsos alarmes no DAI e o glossário.

