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Falsos alarmes no DAI: como classificar e calibrar
Falso alarme é o alerta que não corresponde a um incidente real. A operação classifica cada alerta no atendimento, e esse histórico mostra onde e por que a regra erra. Com a calibração por câmera, nos projetos em produção da Omnivias os alertas improcedentes ficam abaixo de 10% após a calibração do ponto.
Verdadeiro, passivo ou falso
A especificação CFTV-IVA da ARTESP pede que cada evento seja classificado pela operação como verdadeiro (positivo), passivo ou falso. Verdadeiro é o incidente real que exige ação; passivo é um evento real que não pede intervenção; falso é o alerta sem incidente. A classificação é o que transforma alertas em dado para melhorar o sistema.
De onde vêm os falsos alarmes
- Luz e sombra: sombras longas no fim da tarde, faróis e reflexos no pavimento molhado.
- Clima: chuva forte, neblina e gotas na lente.
- Câmera fora de posição: PTZ que não voltou ao preset ou poste que balança.
- Situações previstas: obras e interdições sinalizadas, equipes da própria concessionária na pista.
- Regra genérica: o mesmo critério aplicado a pontos diferentes.
Como a calibração reduz o erro
A configuração é feita por câmera e por posição da PTZ: faixas, acostamento, faixa de domínio e sentido são desenhados no editor de áreas. Zonas sinalizadas por cones são respeitadas pelo alerta, para que a própria obra não dispare. A saúde das câmeras avisa quando a imagem está tampada ou fora de posição.
Depois, o relatório de alarmes falsos por câmera e por tipo de evento mostra onde ajustar. Imagens da própria rodovia reforçam os modelos ao longo da operação. O resultado é medido sobre os alertas que a operação classificou: nos projetos em produção, os improcedentes ficam abaixo de 10% após a calibração do ponto.
O erro oposto
Reduzir alarmes a qualquer custo deixa passar o evento que importava. Por isso a calibração busca o equilíbrio combinado com a operação, e não o menor número de alertas.
Leia também: DAI, CFTV-IVA da ARTESP e checklist de câmeras.

